Paróquia São Francisco de Assis

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Artigos › 22/08/2019

USO DA TECNOLOGIA E SEUS RISCOS

 

Quaisquer extremos costumam fazer mal para quem os tem como hábito, como o excesso de velocidade com o carro, a falta ou o excesso de alimentos e água, etc. Com o avanço da tecnologia e a facilidade que temos de acesso a ela, uma nova dúvida surge em nossa mente: “Qual o risco que corremos frente à exposição aos dispositivos de mídia?” Celulares, notebooks, TVs, tablets, videogames… Todos os aparelhos fazem parte da nossa vida, mas podem e devem ser melhor utilizados por todos da nossa família.
Crianças têm facilidade de adaptação e aprendizado; na verdade, elas conseguem interagir com mais facilidade à tecnologia, porque, frequentemente, deparam-se com adultos fazendo uso desses aparelhos e aprendem por observação.
Existem estudos que apontam um aumento no risco de vários problemas emocionais e neurológicos diante de um consumo dessas tecnologias que excedam quatro horas diárias. Quanto menor a idade, menos tempo é recomendado para a utilização desses aparelhos. Mas hoje, o que vemos é uma realidade muito diferente dessa, não é mesmo?
Mas em que isso nos afeta? Os prejuízos mais relevantes são: aumento de agressividade, ansiedade, baixa autoestima, obesidade, depressão e sensação de solidão. Pessoas que costumam passar muito tempo conectadas podem sentir desânimo, tristeza ou depressão pelo menos uma vez por semana. Em uma casa, em momentos de possível convivência, onde as pessoas encontram-se “conectadas” e “isoladas” em seu “mundo”, o sentimento de vazio pode ser potencializado, pois todos estão com seus computadores, celulares, tablets, videogames, em um mesmo ambiente, porém não interagem entre si. Não existem conversas à mesa, almoços ou jantares. Pouco ou nada se fala. Não falam sobre o que se passou com elas naquele dia ou naquela semana, não contam suas histórias de vida, entre outros.
Existe, então, um risco físico? O cérebro superexposto a tais tecnologias pode ter um déficit em seu funcionamento tanto em atenção como em execução. A pessoa apresenta raiva expressiva, dificuldades de concentração, sofre com atrasos de aprendizado, dentre outros. Portanto, se alguém tem dificuldade na concentração, também terá dificuldade em aprender. Nesse ponto de vista, podemos refletir que talvez essa seja uma das causas do déficit de atenção e hiperatividade entre as crianças ter aumentado.
Amor, carinho, atenção, interação social, contato e outras atividades fazem parte do nosso desenvolvimento saudável. Portanto, o caminho não é a proibição do uso, mas a consciência e a adequação para cada faixa etária, lembrando que esse apego ao uso de tecnologia pode levar a prejuízos desnecessários.
Como a tecnologia tem sido usada por você e sua família? Pense nisso!

Daiane Fantim Coimbra – Psicóloga – Paroquiana na Comunidade Nossa Senhora do Carmo