Paróquia São Francisco de Assis

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SEMANA SANTA 2019

Por Mateus Cabrera

 

DOMINGO DE RAMOS

Demos início a mais uma Semana Santa celebrando a Missa de Ramos na matriz São Francisco de Assis, no dia 14 de abril, às 10h. Com a igreja tomada por fiéis de toda a paróquia, iniciamos o caminho para mais uma experiência Pascal com o Cristo Ressuscitado. Tal semana é para nós, católicos, um memorial que nos dirige à busca pela atualização da nossa fé, relembrando e revivendo o Caminho que nos levou a Salvação.

Nesta Eucaristia vemos a entrada triunfante de Jesus Cristo em Jerusalém. A liturgia nos convida também a acolhê-lo com ramos, e proclamá-lo, uma vez mais, como Rei e centro de nossa vida. Em sua homilia nosso pároco, Padre Giuli, ressaltou a importância de estarmos atentos as Palavras de Cristo a fim de sermos anunciadores de “coisas boas”, como disse a primeira leitura, do Livro de Isaías: “Ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo”. “Estando atentos para ouvir a ‘Boa Nova’ e dispostos a proclamá-lo Rei com nossos ramos nas mãos, como bons discípulos, estaríamos prontos para sermos curados em mais uma Semana Santa, a exemplo do Apóstolo Pedro que teve seu coração curado por Cristo, apesar de todas as suas limitações”, disse nosso padre.

A missa ainda teve seu gesto concreto, onde nossa paróquia, em comunhão com a Arquidiocese, destinou parte da arrecadação da coleta para uma casa de dependentes químicos e uma casa de menores da região de Sorocaba.

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VIA SACRA: ÚLTIMOS MOMENTOS ATÉ O CALVÁRIO

 Na terça-feira, dia 16, cada comunidade realizou a sua Via Sacra. Com a colaboração das equipes de catequese – crianças e catequistas – as comunidades puderam relembrar os últimos passos de Cristo.

Além de ser um instrumento litúrgico, a realização da Via Sacra representa também a união e a vida comunitária. O trabalho de todos para a organização e execução da Via Sacra encheu de orgulho os pais e parentes das crianças da catequese que estiveram presentes.

Algumas comunidades realizaram a Via Sacra encenada, e outras a Via Sacra meditada, em ambas as maneiras a mensagem e os acontecimentos que marcaram a paixão e morte de Cristo foram retratados.

 

INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA: MISSA DO LAVA-PÉS

 “…Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz.”

Mais uma vez, com a igreja matriz lotada, no dia 18 de abril iniciamos o Tríduo Pascal, refletindo esta importante passagem do Evangelho, rezando também em união com toda a Igreja por todo o clero: nosso Papa, todos os bispos e os mais de 400 mil sacerdotes espalhados pelo mundo, que renovaram suas vocações com a Santa Missa da Instituição da Eucaristia. Em sua homilia, Padre Giuli definiu tal celebração como “a missa do serviço e do exemplo”, em que Cristo se inclina mais uma vez para lavar nossos pés, sem distinções, pois assim como serviu aos doze apóstolos, também esta disposto a se doar por cada um de nós. Cristo espera apenas que nós possamos dar continuidade neste gesto, imitando-o para que esta comunhão do serviço seja eterna e definitiva.

A Festa da Páscoa – do hebraico “pesach”, no português “passagem”, de origem agrícola – era comemorada pelo povo de Israel e marcava o fim do inverno e o início da primavera. Hoje, tal festa significa para nós a vitória sobre a morte, o fim do tempo impróspero e o início do tempo de florescer, de produzir frutos na certeza da vida eterna – disse o Padre.

No início da missa recebemos, pelas mãos do casal Marcelo e Cristiane, os Santos Óleos utilizados nos sacramentos, abençoados por nosso bispo, Dom Júlio, na Missa da Unidade, também conhecida como “Missa dos Santos Óleos”, realizada quarta-feira na Catedral Metropolitana.

Ao final da missa, em adoração, pudemos ficar juntos de Cristo, assim como os apóstolos no Monte das Oliveiras. Apesar de nossas limitações estivemos ali, presenciando os últimos momentos de nosso Senhor. Já com o altar despido, Jesus Eucarístico foi retirado do Sacrário e levado a outro ambiente da igreja. Em silêncio, a missa encerrou-se.

 

CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO: ADORAÇÃO À CRUZ 

Na Sexta-feira Santa (19), as 15h, toda a paróquia celebrou, também na igreja matriz, a adoração a Santa Cruz, ela que é instrumento pelo qual se fez a nossa salvação. Em uma liturgia muito rica, repleta de gestos, tivemos a oportunidade de atualizarmos o memorial da paixão e morte de Nosso Senhor. Em sua reflexão, Padre Giuli nos indicou a condição de Cristo, cem por cento Deus, que sabendo do plano de salvação para qual tinha nascido, teve a coragem de, diante dos soldados e dos Sumos Sacerdotes, cumprir as profecias e dizer “Sou Eu”, se entregando por cada um de nós. Mas, devido a sua condição de cem por cento homem – que viveu em tudo a condição humana, exceto no pecado – sofreu a cada humilhação, traição, chibatada, sentiu dor a cada prego que transpassava seu corpo.

“As brigas políticas e as ameaças aos poderosos que ocasionaram a morte de Cristo acontecem ainda hoje. Diante de tais situações, qual é o nosso comportamento? Negamos as obras de Cristo assim como Pedro?”, indagou nosso pároco.

Ainda nesta celebração rezamos a oração universal, as dez preces foram elevadas a Deus com toda a Igreja. A celebração terminou assim como começou: em silêncio.

PROCISSÃO DO SENHOR MORTO

“Uma celebração piedosa”, assim podemos definir o rito que vivemos na Sexta-Feira da Paixão. Realizada nas ruas da Vila Assis, com início às 20h na matriz, a tradicional Procissão do Senhor Morto reuniu muitos fiéis de toda a paróquia. O rito – que simboliza a descida do corpo de Jesus da cruz e a caminhada até o sepulcro – nos leva a refletir ainda mais sobre o amor de Cristo por cada um de nós.  Deus, que se fez homem em Cristo, é velado. A dignidade humana se faz presente ao enrolarem seu corpo sob panos e perfumes. Cristo não sofre mais, nos restas apenas aguardarmos a sua Ressureição.

Em caminhada levamos, através de uma procissão luminosa, a presença de Cristo ao bairro da Vila Assis. As estações nos convidaram a rezarmos juntos em um momento liturgicamente solene, uma oração, de certa maneira, silenciosa. Sensações de tristeza, acompanhadas da esperança da ressurreição, se misturam à liturgia.

Ao final, ainda em silêncio, retornamos às nossas casas, aguardando a hora da vitória de Cristo sobre a morte.

VIGÍLIA PASCAL

 
“Ó noite de alegria verdadeira, que une de novo o céu e a terra inteira.”

O exulte – proclamação da Páscoa – cantado no início da Missa nos direcionou ao clima de festa desta Eucaristia, às portas do sepulcro. No dia 20, celebramos a Vigília Pascal, “a missa das missas”, como dizia Santo Agostinho.  Em mais uma celebração liturgicamente rica, vivenciamos com toda a paróquia a vitória da vida, o milagre da ressurreição.

“Devemos procurar a Cristo entre os vivos. Ele esta nas coisas vivas. Com coragem devemos rolar as pedras dos sepulcros da vida, só assim seremos a Páscoa, ou seja, a passagem para uma nova Vida. Primeiro essa luz de amor que marcou o Sudário deve adentrar o nosso coração, para que nós, então, possamos levá-la aos nossos”, disse o padre.

Ao início da missa, presenciamos a bênção do fogo novo e acolhemos pelas mãos dos coordenadores das comunidades os círios pascais, com os cravos que simbolizam as cinco chagas de Cristo. Após 40 dias, entoamos o canto de Glória, louvando a Deus pelo cumprimento de Sua promessa. A renovação das promessas do batismo nos atualizou, reforçando em nós o “Sobrenome” de Deus para bem vivermos mais um ano. Ao final da missa, de braços dados, celebramos a Páscoa, desejando a paz de Cristo. Assim encerrou-se o Tríduo Pascal, que teve início na quinta-feira.

PASCOA DA RESSURREIÇÃO: ELE VIVE! ALELUIA, ALELUIA!

 O centro desta liturgia nos leva a refletir sobre o “ver” – o Evangelho conta que o discípulo que Jesus amava viu e acreditou. Como abordava nosso pároco, o “ver” é diferente do “olhar”. Ver é direcionado ao nosso interior, é a partir de uma percepção visual, adentrar o nosso íntimo e guardar determinada situação juntamente com outras lembranças que estão em nosso coração. É o que cada um de nós devemos fazer, a partir de tudo o que vivemos, sentimos e presenciamos na Semana Santa: guardarmos em nosso coração, olharmos para a figura de Cristo ressuscitado e acreditarmos na Sua promessa. “Nossa fé não termina na Sexta-feira da Paixão, ela se estende às Páscoas dominicais. É a profecia de Deus se cumprindo a cada consagração na mesa do altar”, reforçou o Padre Giuli.

Desta maneira encerramos nossa Semana Santa, vivida quase que em sua totalidade em torno de nossa igreja matriz. Uma semana intensa, piedosa, litúrgica e marcante. Que bom é vivermos em comunidade, que bom podermos compartilhar de nossa fé junto com os nossos, que Deus abençoe toda nossa paróquia e nos possibilite viver com tamanha intensidade nossa fé, assim como foi nossa Semana Santa.

Mateus Cabrera, paroquiano na comunidade São Mateus.