Paróquia São Francisco de Assis

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Mensagem do Pároco › 15/02/2021

Mensagem do Pároco – Fevereiro

Caríssimos(as)

 

Neste mês que adentramos, iniciaremos também o tempo da quaresma em nossa Igreja, tempo forte de conversão de vida, de nos voltarmos mais para a Palavra de Deus e sua prática, bem como a vida de oração e a eucaristia. De sermos luz num mundo de trevas… Caminho que iremos fazer rumo à Páscoa de Jesus e, assim, uma vida nova Nele.

Também, tempo propício para testemunharmos nossa fé onde quer que estejamos, não apenas dentro da Igreja. Num tempo sombrio, onde se sapateia em cima da nossa Mãe Igreja, onde se faz chacota e ridicularizam nosso Deus, faz-se necessário nossa oração e nosso testemunho concreto na vivência e defesa da nossa fé. Com isso não estou a dizer que devemos usar de violência ou algo do gênero. Mas devemos nos posicionar com relação a fé que professamos e defendê-la. Claro que muitas vezes é melhor se calar e não responder gente tola, não “tocar tambor para maluco dançar”, isto é, não dar importância ao que certas pessoas ou grupos dizem, pois além de não ter fundamento, querem a anarquia. Entretanto, há momentos que, como cristãos católicos, devemos nos posicionar, e inclusive a instituição deveria fazer o mesmo… Mas enfim… Cada um fazer sua parte na sociedade civil e na comunidade de fé. Respeitar não é aceitar. E para respeitar é preciso ser respeitado… Devemos, como cristãos católicos, respeitar a todos, não aceitar a tudo, até porque nós devemos respeitar, mas porque muitos grupos ou pessoas não nos respeitam? Liberdade de expressão somente para alguns grupos? Muito estranho isso… E pior, quando muitos que se dizem católicos criticam e falam mal da sua Igreja, dão mais ouvidos a certos meios de comunicação pobres do que a própria palavra da Igreja ou Palavra de Deus… Bem, não sei se são católicos esses… Estejamos com nossa Igreja sempre e, se houver problemas e dificuldades, colaboremos e rezemos para resolvê-los.

Também, com relação a nossa participação na vida social e civil, como cristãos católicos devemos ser exemplos e testemunhas. Somos brasileiros e queremos que o Brasil “dê certo”, independente dos políticos que lá estão, pois eles passam. E se o Brasil não avançar e, ao contrário, afundar, todos afundamos juntos, pois o Brasil não é deste ou daquele político ou partido, graças a Deus. Até porque geralmente os partidos que não estão no poder, nos momentos de crise desaparecem e reaparecem apenas nas eleições. Triste realidade da nossa democracia ou projeto de democracia… Ainda no campo do nosso compromisso social e civil, conforme ensina a Santa Igreja em sua doutrina social, no último dia 19 de janeiro a OMS, órgão da ONU em seu relatório dizia que: “a pandemia não foi tratada como deveria nem pela ONU, nem pelos países, e foi um desastre sanitário e econômico”. Bem, não precisamos ser doutores para perceber a incompetência mundial diante da pandemia do Coronavírus, não apenas do governo brasileiro. Basta ler as notícias e se informar de como a pandemia atingiu e atinge o mundo. E há pessoas ou grupos de pessoas que achavam que a tal vacina iria chegar primeiramente ao Brasil… Parece pouco sensato pensar isso, já que temos super potências a nossa frente, mais avançadas em todos os sentidos, inclusive economicamente. Ou tais grupos achavam que Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra entre outros iriam ter acesso a vacina depois de nós? Claro que tendo acesso à vacina temos o compromisso social de buscarmos sermos imunizados, pois como cristãos devemos zelar pelo bem não apenas nosso, pois seria egoísmo, mas pelo bem comum.

Enfim, cuidemos da nossa fé, da nossa alma, do nosso corpo, isto é, da nossa saúde física, independente se o Estado impõe plano vermelho, laranja ou roxo. Estejamos unidos por um mundo melhor, por um Brasil melhor… Façamos nossa parte e, como cristão católicos, da melhor forma possível. Façamos desta quaresma um tempo propício para sermos melhores e mais coerentes a cada instante e a praticarmos mais a nossa fé, sendo sinais de Jesus. Coerência e fé é o que mais precisamos em nossa sociedade para que tudo possa avançar e ser melhor.

Despeço-me com minha bênção sacerdotal a você e sua família +.

Pe. Dr. Fernando Henrique Giuli Batista

Pároco

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