CONVERTEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO

“Apesar de eu ser apenas pó e cinza, atrevo-me, Senhor, a convosco falar” (Gn 18, 27).

A Quarta-feira de Cinzas, que marca o início da quaresma, é uma data de suma importância. Na celebração litúrgica que vivenciaremos no próximo dia 14 de fevereiro em nossa paróquia, seremos convidados a voltar ao pó de onde viemos, ou seja, humildemente compreendermos que somos criação das mãos de Deus, Dele viemos e a Ele voltaremos, assim “…todos caminham na mesma direção e meta: todos saíram do pó e todos voltarão ao pó” (Ecl 3, 20).

As cinzas que serão impostas em nossa fronte são uma demonstração exterior de uma disposição interior de nos voltarmos para Deus, revestidos de penitência e conversão. O costume de cobrir a cabeça com cinzas, exprimindo dor, luto e em sinal de penitência, já era comum na antiguidade, portanto é um costume milenar, e também uma tradição encampada pela Igreja que expressa uma verdade que muitas vezes teimamos em tentar esquecer:

“Tu és pó e em pó te hás de tornar”, pois “Deus formou o homem com o pó da terra” (Gn 2, 7).

E de onde vêm as cinzas que vamos receber? Elas vêm dos ramos que utilizamos durante a celebração que encerrou o tempo quaresmal do ano anterior. Desta forma, veja a beleza da liturgia, um tempo se conecta ao outro, e os ramos que aclamaram a entrada de Jesus em Jerusalém agora, sob a forma de cinzas, nos convidam à penitência.

Jejum, oração e esmola são as três formas de conversão com relação a si mesmo, a Deus e aos outros (CIC 1434) e esse caminho de conversão, que se inicia na Quarta-feira de Cinzas, deve se intensificar em todo o tempo quaresmal. Desta forma, como Abraão, que reconheceu sua fragilidade e perenidade, nos aproximaremos de Deus dizendo “Apesar de eu ser apenas pó e cinza, atrevo-me, Senhor, a convosco falar” (Gn 18, 27).

Quando você receber as cinzas em sua fronte, pelas mãos dos ministros ou do sacerdote e ouvir “Convertei-vos e crede no Evangelho”, aceite o convite, pratique obras de caridade e de penitência. Assim, viverá uma santa quaresma e poderá ressurgir, com Cristo, na Páscoa.

Maísa Martins
Equipe de Redação PASCOM

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