Paróquia São Francisco de Assis

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Artigos › 14/03/2019

SÍNDROME DO PÂNICO



A Síndrome do Pânico é um tipo de transtorno de ansiedade no qual incidem crises inesperadas de desespero e medo intenso de que algo ruim aconteça, mesmo que não haja algum motivo para isso ou sinais de perigo iminente. Quem tem esse transtorno, passa por crises de medo agudo de modo recorrente e inesperado. Além disso, as crises são seguidas de constante preocupação com a possibilidade de ter novos ataques e com as consequências que esses possam trazer, seja atrapalhando a rotina do dia a dia, seja por medo de perder o controle, enlouquecer ou ter um ataque no coração.

As causas exatas dessa síndrome são desconhecidas, embora a ciência creia que um conjunto de fatores possa dar início ao desenvolvimento desse transtorno, como: genética, estresse, temperamento forte e suscetível ao estresse, entre outros. Determinados estudos apontam que a resposta natural do corpo a situações de perigo esteja diretamente envolvida nas crises de pânico. Entretanto, ainda não é claro porque esses ataques acontecem em situações nas quais não há evidência de perigo.

As crises da Síndrome do Pânico geralmente começam entre a fase final da adolescência e a idade adulta. Esse transtorno costuma afetar mais mulheres do que homens e pode ser originado por alguns fatores considerados de risco, como: situações de estresse extremo, morte ou doença de uma pessoa próxima, histórico de abuso sexual na infância, ter passado por alguma experiência traumática, etc. Geralmente, essa síndrome tem alguns ataques característicos que acontecem de repente e sem aviso prévio, em qualquer período do dia e também em qualquer situação, como enquanto a pessoa está assistindo televisão, tomando banho, fazendo compras, andando de bicicleta, conversando, etc.

O pico das crises de pânico geralmente dura cerca de 10 a 20 minutos, mas varia dependendo da pessoa e da intensidade do ataque. Além disso, pode ser que alguns sintomas continuem por uma hora ou mais. É bom ficar atento, pois muitas das vezes, um ataque de pânico pode ser confundido com um ataque cardíaco. As crises de pânico comumente manifestam os seguintes sintomas: sensação de perigo, medo de perder o controle, medo da morte ou de uma tragédia, sentimentos de indiferença, sensação de estar fora da realidade, dormência e formigamento nas mãos, nos pés ou no rosto, palpitações, ritmo cardíaco acelerado, sudorese, tremores, dificuldade para respirar, falta de ar, sufocamento, calafrios, ondas de calor, náusea, dores abdominais, dor de cabeça, tontura, desmaio, entre outros.

Os ataques são muito difíceis de controlar por si só e podem piorar se não tiver acompanhamento médico e tratamento adequado. O objetivo fundamental do tratamento da Síndrome do Pânico é diminuir ao máximo o número de crises, sua intensidade e recuperação da pessoa o mais rápido possível (os sintomas devem diminuir progressivamente em algumas semanas). As duas principais formas de tratamento para esse transtorno são a psicoterapia e medicamentos. Ambos têm sido bastante eficientes. Não há meios de prevenir a Síndrome do Pânico, pois não existem causas exatas. Portanto, se você teve ou tem qualquer sintoma típico de uma crise de pânico, procure ajuda médica o mais rápido possível.

Daiane Fantim Coimbra – Psicóloga e paroquiana na Comunidade Nossa Senhora do Carmo.

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