› 18/07/2018

Mensagem do Pároco – Julho

Caríssimos(as)

Neste mês que adentramos, gostaria de refletir e rezar sobre as autoridades em nosso Brasil. Muitas vezes falamos tanto dos poderes legislativo e executivo, dos nossos políticos, mas esquecemos do poder judiciário, que pode fazer bem ou mal. Infelizmente, nossa justiça no Brasil é um tanto injusta. Quando me refiro à justiça, estou a falar daqueles que deveriam exercê-la imparcialmente. Entretanto, isso nem sempre ocorre! Muitas vezes só se tem justiça quando a comunicação social pressiona, quando há poder político envolvido ou quando essa mesma justiça é comprada ou barganhada. Às vezes custa acreditar em nosso judiciário, com exceções, é claro. Parece que se criou no Brasil uma cultura da desonestidade, da corrupção, do “jeitinho”, das facilidades, das falcatruas… Parece que a justiça em si não está na moda e com isso muitos são injustiçados por aí a fora. É uma triste realidade em nosso país. Justiça apenas para alguns e de acordo com muitos interesses. Dessa forma, fica difícil falar e educar para honestidade e transparência, pois aqueles que deveriam dar o exemplo não o fazem, e aqui, portanto, não apenas os governantes eleitos, mas todos os que ocupam função pública, pois estão lá para o bem comum e recebem salários dos impostos que pagamos. Vivemos num período onde tudo é “judicializado”. Qualquer coisinha o sujeito então diz: “Vou processá-lo”. Parece que falta respeito e humanidade e pior, muitos que querem viver a custa da corrupção e das falcatruas e assim usam do poder judiciário a seu bel prazer. Precisamos, sim, olhar e fiscalizar os nossos governantes, mas também o nosso judiciário, pois são servidores públicos tanto quanto os políticos. Os membros do judiciário não são deuses, como pensam alguns, onde estão cobertos de razão em tudo o que dizem ou executam, onde são prepotentes e orgulhosos, além de terem um bom salário, fora da realidade e padrões brasileiros. Devemos fiscalizar e rezar principalmente pelo nosso sistema judiciário, para que haja realmente justiça imparcial e em tempo, para que haja humildade e humanidade. Triste quando vemos um sistema judiciário obsoleto, lento e que muitas vezes é parcial. E pior, triste quando vemos cidadãos de bem, vítimas desse sistema, onde muitos têm suas vidas arruinadas. E também quando vemos bons advogados que não conseguem executar seus trabalhos devido a um sistema judiciário tão precário. Talvez fosse bom se os magistrados julgassem pessoas em vez de papéis apenas… Saíssem do conforto dos tribunais e percebessem a realidade brasileira e quem são os que suplicam justiça. Penso, portanto, ser útil uma reflexão sobre esse poder da nação, que deveria prezar pela ordem e justiça para todos imparcialmente e principalmente para “gente” e não para amontoados de papéis apenas. Repito: graças a Deus temos servidores do judiciário competentes, humanos e justos, que buscam realmente com imparcialidade a justiça a todos. Mas, temos muitos que se acham deuses e outros que tem a certeza de serem deuses. Contra esses últimos precisamos estar atentos, pois são funcionários públicos, diga-se de passagem. Devemos rezar por todos e fazer a nossa parte, segundo o Evangelho de Cristo, buscando sempre a justiça não apenas no sentido legal, mas moral, pois nem tudo que é legal é moralmente correto.

Despeço-me com minha bênção sacerdotal, rezando por você e sua família, nesse nosso caminho de sermos sinais de Jesus e do Seu Evangelho no mundo +.

 

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